A Seleção Brasileira chega ao duelo contra o Japão com uma identidade mais definida do que aquela apresentada no início do trabalho de Carlo Ancelotti. O técnico italiano iniciou sua trajetória apostando em um esquema ofensivo, com quatro atacantes, buscando potencializar principalmente o talento de Vini Jr.
Com o passar dos meses, porém, o modelo apresentou dificuldades, especialmente no controle do meio-campo. Após atuações abaixo das expectativas e conversas com lideranças do elenco, Ancelotti decidiu alterar a estrutura da equipe, fortalecendo o setor central e dando mais equilíbrio ao time.
As mudanças surtiram efeito. Jogadores como Bruno Guimarães, Lucas Paquetá, Douglas Santos e Matheus Cunha passaram a desempenhar funções importantes na nova organização da equipe. O resultado foi uma sequência de boas atuações e a consolidação de uma formação considerada mais sólida para os desafios do mata-mata.
O confronto diante dos japoneses promete ser um dos maiores testes do Brasil até aqui na competição. Conhecido pela disciplina tática e pela eficiência ofensiva, o Japão marcou sete gols na fase de grupos e apresenta excelente aproveitamento nas finalizações. A comissão técnica brasileira acredita que controlar os contra-ataques adversários será fundamental para avançar às oitavas de final.
"Para o jogo de amanhã precisamos de muitas coisas: mente, coração e ideia clara." — Carlo Ancelotti, técnico da Seleção Brasileira